Índice fecha acima de 187 mil pontos em sessão marcada por giro nas ações de saúde e papel
Ibovespa – O principal termômetro da B3 encerrou a quinta-feira em alta de 1,39%, aos 187.317,64 pontos, puxado pelo corte de 0,25 p.p. na Selic e por ajustes rápidos nas ações de maior peso.
- Em resumo: Hapvida disparou 5,45% após mudança no conselho; Suzano caiu 2,19% após lucro menor.
Corte da Selic muda humor do pregão
Logo cedo, o anúncio do Comitê de Política Monetária de reduzir a taxa básica para 14,5% ao ano redefiniu as apostas de fluxo em renda variável. O movimento favoreceu empresas sensíveis a juros, enquanto o dólar recuou para R$ 4,95, no menor patamar desde março.
O Copom sinalizou que “o ciclo de queda continua, mas dependerá dos desdobramentos externos e da inflação doméstica”, reforçando a necessidade de cautela dos investidores.
Maiores altas e quedas: o que sinalizam
Do lado positivo, a notícia de que a gestora Squadra elegeu três conselheiros independentes fez Hapvida (HAPV3) avançar para R$ 12,39. No mês, o papel já salta 22,67%, revertendo parte da perda anual. Também brilhou CPFL Energia (CPFE3), +4,37%, sustentada pela busca de renda regular em pleno ciclo de queda de juros. Na outra ponta, Suzano (SUZB3) recuou a R$ 43,84 após divulgar queda de 32% no lucro trimestral, arrastando Klabin e reforçando a cautela no setor de celulose.
Historicamente, sessões pós-Copom tendem a ampliar a volatilidade dos setores mais alavancados. Desde 2022, cada redução de 0,25 p.p. na Selic tem provocado, em média, aumento de 3% no volume negociado, segundo dados da B3 compilados pelo Valor Data.
Como isso afeta o seu bolso? Uma Selic menor barateia o crédito e reduz o retorno de aplicações conservadoras, incentivando a migração para ações defensivas e pagadoras de dividendos. Você já ajustou a carteira? Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3