Bloqueio prolongado ameaça disparar combustível e inflação mundial
Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips alertaram, em teleconferências recentes, que o uso acelerado dos estoques de petróleo está “no fio da navalha” após dois meses de bloqueio no Estreito de Ormuz, rota que escoa 20% da oferta mundial.
- Em resumo: Estoques comerciais podem atingir nível crítico já em junho; barril supera 50% de alta desde o início do conflito.
Quando o colchão acaba, o preço vira sinal de racionamento
De acordo com analistas do JPMorgan Chase, as reservas dos países da OCDE podem cair ao “mínimo operacional” em semanas, forçando reajustes de demanda. Dados compilados pela Reuters mostram o West Texas Intermediate (WTI) ainda na casa dos US$ 102, mas a volatilidade segue elevada.
“O mercado ainda não sentiu o impacto total da interrupção; quando sentir, o choque de preços será agressivo”, afirmou Darren Woods, CEO da Exxon Mobil.
Lição das crises anteriores e efeito cascata na sua conta
No embargo de 1973, interrupções equivalentes fizeram o barril quadruplicar em menos de um ano. Hoje, a dependência asiática de importações reforça o risco de desabastecimento regional, já que refinarias no Japão e Coreia do Sul reduziram turnos e governos incentivam teletrabalho para poupar combustível.
A escalada do petróleo tende a percolar toda a cadeia: passagens aéreas, frete marítimo, plásticos e até o preço do café podem subir, ampliando pressões sobre inflação e taxa de juros globais. Caso o bloqueio persista até setembro, o JPMorgan projeta “queda drástica de demanda” como única âncora de equilíbrio.
Como isso afeta o seu bolso? Você está pronto para gasolina acima do patamar pré-pandemia? Para acompanhar possíveis novos choques e estratégias de proteção, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exxon Mobil