Liquidez enxuta reforça seletividade e coloca foco na política monetária
B3 – Na quinta-feira, 30 de abril, o Índice de Fundos Imobiliários manteve-se firme aos 3.929,91 pontos, avanço de 0,07% que preserva o patamar dos 3,9 mil pontos à véspera do feriado de 1º de maio. A performance sustenta a visão de que, mesmo com giro contido, a classe segue resiliente — informação crucial para quem depende dos dividendos mensais dos FIIs.
- Em resumo: IFIX sobe 0,07% e encerra o mês defendendo o piso psicológico de 3,9 mil pontos.
Fundos com maior giro ditam o ritmo do fechamento
Durante o pregão, papéis de alta liquidez como GARE11, MXRF11 e GRCI11 lideraram o volume negociado. Segundo dados consolidados pela B3, o primeiro avançou 0,84%, enquanto o mais popular da indústria, MXRF11, subiu 0,71%, sinalizando apetite pontual por renda passiva estável.
“O IFIX encerrou a quinta-feira (30) aos 3.929,91 pontos, com alta de 0,07% sobre o fechamento anterior.”
Juros no radar: impacto direto nos cap rates e nos proventos
A manutenção do índice perto do pico recente ocorre em ambiente de expectativa pela próxima decisão do Comitê de Política Monetária. Historicamente, cortes na Selic reduzem o cap rate exigido pelos investidores e tendem a valorizar fundos de tijolo, ao passo que FIIs de papel se ajustam rapidamente aos novos patamares de inflação. Desde o início de 2024, o IFIX já acumula alta próxima de 5%, reforçando a atratividade relativa frente a títulos públicos de curto prazo.
Como isso afeta o seu bolso? Se a taxa básica recuar além do previsto, dividendos distribuídos podem ganhar competitividade em relação ao Tesouro. Para acompanhar cada movimento dos fundos imobiliários, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3