Alta do minério e corte de investimentos movem as ações da mineradora
Vale divulgou recentemente um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no 1º trimestre, avanço de 36% que recoloca a companhia no centro das atenções dos investidores pela combinação de preços mais altos do minério e produção inédita para o período.
- Em resumo: margem operacional sobe para US$ 3,83 bi e fluxo de caixa livre atinge US$ 813 mi.
Venda aquecida e preços firmes sustentam margens
O embarque de 68,7 milhões de toneladas de minério — maior volume desde 2018 — pegou carona na valorização de 5,5% do preço médio do produto. Segundo dados consolidados pela Reuters, a commodity superou a marca de US$ 110 a tonelada na China no início de abril, favorecendo receitas de US$ 9,26 bilhões.
“Entregamos um início sólido em 2026, reflexo de excelência operacional e do avanço de projetos estratégicos”, apontou o CEO Gustavo Pimenta no balanço.
Câmbio, custos e dividendos no radar do investidor
A apreciação do real elevou o custo caixa C1 em 12%, para US$ 23,6/t, e pressionou o custo all-in a US$ 55,4/t. Mesmo assim, a mineradora manteve a política de remuneração ao acionista: foram distribuídos US$ 2,7 bi em dividendos e JCP, movimento que aumentou a dívida líquida expandida para US$ 17,8 bi.
Do lado dos investimentos, o desembolso caiu 7%, para US$ 1,09 bi, com destaque para o avanço de 86% das obras do projeto Serra Sul +20, previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2026. Historicamente, a Vale destina entre 60% e 65% do capex anual a manutenção, percentual mantido mesmo com a redução nos aportes de crescimento.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters