Preço dos combustíveis dispara e inflação volta a preocupar o eleitor americano
Washington Post-ABC News-Ipsos — Pesquisa divulgada recentemente mostra que a reprovação ao presidente Donald Trump alcançou recorde de 62%, reflexo direto da escalada dos preços de energia após a eclosão da guerra com o Irã.
- Em resumo: gasolina já custa 40% mais e inflação de 12 meses vai a 3,3%.
Petróleo acima de US$ 120 leva consumidor ao limite
O bloqueio do Estreito de Ormuz reduziu em cerca de um quinto o fluxo global de petróleo, empurrando o Brent para a casa dos US$ 120. De acordo com dados compilados pela Reuters, o salto de quase 50% na cotação desde o fim de fevereiro vem pressionando bombas de combustível e custos logísticos nos EUA.
“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, guiaremos navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas”, afirmou Trump em sua rede Truth Social.
Inflação renasce e mina narrativa econômica da Casa Branca
Com o galão mais caro, o índice de preços ao consumidor avançou 0,9% em março, maior alta mensal desde 2024. Energia, alimentos e moradia puxaram o IPC para 3,3% em 12 meses, corroendo renda real às vésperas das eleições. Historicamente, cada ponto percentual de aumento na gasolina retira até US$ 1 bilhão do consumo das famílias na maior economia do planeta, segundo cálculos do Federal Reserve.
Como isso afeta o seu bolso? Se o petróleo permanecer na faixa atual, especialistas projetam novo repique inflacionário já no próximo trimestre, o que pode elevar juros e encarecer crédito ao consumidor. Para acompanhar todas as atualizações sobre economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters