Tensão no Oriente Médio e saída dos Emirados da Opep agitam mercado
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – Na última quarta-feira (28), a commodity disparou 7,09%, alcançando US$ 119,15 o barril e igualando o patamar de 10/06/2022, quando atingira US$ 122,01. O movimento pressiona inflação, combustíveis e ações de petroleiras.
- Em resumo: Brent encosta no recorde de quase quatro anos após escalada geopolítica e racha na Opep.
Pico de preços reforça temor de repasse aos combustíveis
O rali ganhou força depois de novas ameaças entre Estados Unidos e Irã e da confirmação de que os Emirados Árabes Unidos deixarão a Opep+ em 1.º de maio. Analistas lembram que o Brent serve de baliza para a Petrobras e, historicamente, variações superiores a 5% costumam ser repassadas às refinarias em poucas semanas.
“O Estreito de Ormuz responde por 20% do comércio global de petróleo; qualquer bloqueio provoca choque imediato de oferta”, alertou relatório da Bloomberg Intelligence.
Histórico e impacto macroeconômico
A última vez que o barril superou US$ 119,00 foi em junho de 2022, auge do pós-pandemia. Naquela ocasião, o IPCA acelerou 0,67 p.p. apenas com reajustes de gasolina e diesel. Agora, o Banco Central monitora o efeito nos núcleos antes da decisão de juros em maio.
Para o consumidor, o repique pode significar acréscimo de R$ 0,20 a R$ 0,30 por litro na bomba, caso o real não se valorize no mesmo ritmo. Empresas aéreas e transportadoras também sentem pressão imediata nos custos de querosene e óleo combustível.
Como isso afeta o seu bolso? Um Brent acima de US$ 120 costuma encarecer frete, passagens e produtos básicos em até 90 dias. Para mais detalhes sobre volatilidade de commodities, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Sergipe