Regra do crédito tributário redefine preços e margens de lucro
Ministério da Fazenda – A implementação da CBS e do IBS, pilares da Reforma Tributária, exige atenção redobrada de empresas e profissionais contábeis porque a nova alíquota estimada de 26,5% incide diretamente sobre cada etapa da cadeia produtiva.
- Em resumo: quem não dominar o cálculo do crédito tributário pode pagar até R$ 1.855 a mais numa operação de R$ 12 mil.
CBS e IBS: o que muda na emissão de notas
O Imposto sobre Valor Agregado brasileiro unifica PIS, Cofins e IPI na CBS, além de ICMS e ISS no IBS. De acordo com dados oficiais, a cobrança passa a ser única, mas compensável: o tributo pago nas compras vira crédito que abate o débito gerado nas vendas.
“Teremos menos impostos diferentes, menos regras confusas, numa clara tentativa de padronizar a tributação do país.”
No exemplo prático, um serviço de R$ 12.000 gera débito de R$ 3.180. Se a empresa já recolheu R$ 1.325 de imposto sobre insumos, o valor efetivamente devido cai para R$ 1.855. O mesmo raciocínio se aplica ao comércio: entre a compra por R$ 4.000 e a venda por R$ 7.000, o recolhimento final fica em apenas R$ 795.
Planejamento financeiro e precificação em 2024
Países que adotam o IVA, como Canadá e Austrália, registraram redução média de 8% no efeito cascata tributário, segundo levantamentos do Banco Mundial. No Brasil, a tendência é similar: margens de lucro podem subir ou despencar conforme a eficiência na gestão de créditos.
Como isso afeta o seu bolso? Quem calcula mal a CBS/IBS corre o risco de inflar preços, perder competitividade ou até recolher imposto a maior. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda