Alta de commodities e tensão geopolítica reacendem alerta na indústria
Confederação Nacional da Indústria (CNI) – levantamento do primeiro trimestre de 2026 mostra que o índice de preços de matérias-primas subiu de 55,3 para 66,1 pontos, maior marca desde o auge da crise sanitária. O salto eleva o risco de repasses em cadeia e acentua a pressão sobre o caixa das fábricas.
- Em resumo: custos de insumos dispararam 10,8 pontos, encostando no nível crítico visto pós-Covid.
Matérias-primas mais caras entram no topo das preocupações
Em apenas três meses, a falta — ou o encarecimento — de insumos pulou da sexta para a segunda posição entre os obstáculos citados pelos empresários, atrás apenas da carga tributária. O movimento ecoa o avanço de petróleo e minério nas cotações internacionais, acompanhados de novos prêmios de risco gerados pelo conflito no Oriente Médio, segundo análise da Reuters.
“A falta ou o alto custo de matérias-primas avançou rapidamente no ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria, saltando da sexta para a segunda posição no primeiro trimestre de 2026”, mostra a sondagem da CNI.
Juros altos e crédito curto comprimem margens
O choque de custos ocorre quando o indicador de situação financeira das empresas recuou para 47,2 pontos, e o de lucro operacional caiu a 41,9, menor nível desde 2020. Valores abaixo de 50 revelam percepção de piora. Historicamente, cada aumento de 5 pontos no índice de insumos reduz em média 0,4 ponto a margem operacional da indústria, segundo cálculos da própria CNI.
Como isso afeta o seu bolso? Se a pressão persistir, a tendência é de repasse parcial aos preços finais, o que pode frear o alívio recente observado na inflação ao consumidor. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CNI