Bandeira amarela pressiona orçamento e acende alerta para o inverno seco
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — A reguladora confirmou que, a partir de maio, a cobrança adicional nas contas de luz volta a ser aplicada, encerrando quatro meses de bandeira verde e reduzindo a folga no caixa de famílias e empresas.
- Em resumo: cada 100 kWh consumidos terá acréscimo de R$ 1,885 já refletido nas faturas que chegam em junho.
Por que a tarifa subiu agora?
Com o término do período chuvoso, os reservatórios caem abaixo da média, exigindo o acionamento de termelétricas — tecnologia até três vezes mais cara, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS). Esse custo maior é repassado automaticamente via bandeiras tarifárias.
“Estabelece-se custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh para sinalizar o preço real de geração de energia”, detalhou a Aneel no anúncio oficial de bandeira amarela para maio.
Histórico das bandeiras e risco de avanço
Nos últimos dois anos, a bandeira verde predominou em 18 dos 24 meses, favorecida por chuvas acima da média em 2025. O movimento atual, porém, retoma a tendência de 2021, quando a escassez hídrica levou à bandeira vermelha patamar 2, elevando a inflação energética em mais de 20% no IPCA daquele ano.
A continuidade da marcação amarela — ou uma eventual escalada para a vermelha — vai depender do volume de chuvas no Centro-Sul entre junho e agosto e do despacho térmico necessário para atender ao pico de inverno. Analistas veem probabilidade de nova alta se o nível dos reservatórios ficar abaixo de 50%.
Como isso afeta o seu bolso? Cada aumento de 10% no consumo mensal pode acrescentar até R$ 7 à fatura padrão de 370 kWh. Você já revisou seus hábitos de uso de chuveiro, ar-condicionado e iluminação?
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Crédito da imagem: Divulgação / Aneel