Entenda como o fenômeno da “invasão do mar” virou motor de turismo e valorização imobiliária
UNESCO – Reconhecida internacionalmente desde 2019, Paraty aproveita um curioso efeito de maré alta para manter o centro histórico limpo e, de quebra, criar um ativo turístico que aquece a economia local.
- Em resumo: a “faxina” natural das ruas coloniais atrai visitantes e eleva o preço do metro quadrado nos casarões tombados.
Maré alta vira “faxina” e atrai capital
Quando a lua cheia coincide com a maré alta, a água do Atlântico avança sobre o calçamento de pedras centenárias. O espetáculo, documentado pelo dossiê 1308 da UNESCO, funciona como atração gratuita que eleva a permanência média dos turistas, fazendo girar pousadas, restaurantes e o comércio de cachaça com Indicação Geográfica.
O centro histórico ocupa 190,9 hectares e é descrito pela UNESCO como “o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso” do país.
Cidade histórica se transforma em ativo econômico
Com apenas 45 mil habitantes, o município viu crescer a procura por imóveis restaurados após receber os títulos de Cidade Criativa da Gastronomia (2017) e Patrimônio Mundial Misto (2019). Séries do IBGE mostram que, em municípios fluminenses de forte apelo turístico, o setor de serviços é o principal gerador de receita e emprego — dinâmica que Paraty segue à risca.
Além do turismo, a certificação do INPI para a cachaça local, pioneira no Brasil, criou um nicho premium que sustenta mais de uma dezena de alambiques artesanais. Festivais gastronômicos, a FLIP e eventos náuticos mantêm o fluxo de visitantes fora da alta temporada, reduzindo a volatilidade da renda municipal.
Como isso afeta o seu bolso? Investir em hospedagem ou serviços ligados ao turismo cultural pode ser alternativa de diversificação, sobretudo em destinos com selo internacional. Para ampliar sua leitura sobre tendências de economia regional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Paraty