Bloqueio em Ormuz chega ao 2º mês e pressiona energia global
Agência Internacional de Energia (IEA) – O órgão confirmou que o estrangulamento do Estreito de Ormuz, mantido após o impasse entre Estados Unidos e Irã, já configura o maior choque de oferta de petróleo da história, com reflexos imediatos no preço do barril e nos combustíveis ao consumidor.
- Em resumo: barril a US$ 105, perda estimada de 1 bilhão de barris e gasolina perto de US$ 4 por galão nos EUA.
Oferta global encolhe e mercado revisa previsões de crescimento
Com cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo parado, as casas de análise ajustam cenários e já falam em “freio de meio ponto” no PIB global, segundo apuração da Reuters. A retração atinge também o gás natural liquefeito: as cotações europeias avançam um terço frente aos níveis pré-guerra.
A interrupção de cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo foi classificada pela IEA como “o maior choque de oferta de petróleo da história”.
Gasolina, GNL e logística encarecem: o que esperar nos próximos meses
Nos postos americanos, o preço médio da gasolina saltou de US$ 3 para US$ 4 por galão em menos de 60 dias. Para o transporte marítimo, 37 navios já foram redirecionados, elevando custos de frete e pressionando cadeias globais. À semelhança do embargo árabe de 1973, analistas projetam que os impactos sobre inflação e juros possam se estender por vários trimestres, mesmo que o fluxo seja restabelecido rapidamente.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg