Quando um único tiro vira parâmetro de quanto vale o poder de fogo
Marinha dos Estados Unidos — Mesmo fora de combate há décadas, o encouraçado USS Missouri continua a impressionar pelo impacto que seus canhões de 406 mm causavam no orçamento militar: cada rajada de 1,2 t voava quase 40 km e consumia cifras dignas de projetos de infraestrutura.
- Em resumo: disparar o “Mighty Mo” significava que recursos públicos viravam aço e pólvora em segundos.
Quanto custava lançar um projétil de 1,2 t?
Em valores da época, cada projétil pesando o equivalente a um carro popular exigia milhares de dólares entre metalurgia, propelente e logística. Ajustado pela inflação dos EUA, o custo sobe para dezenas de milhares de dólares por tiro, segundo estimativas usadas pelo Reuters ao comparar gastos históricos.
Nove canhões em três torres rotativas podiam “varrer” uma faixa costeira, lançando toneladas de aço por minuto a alvos 40 km além do horizonte.
Da pólvora aos mísseis: o peso financeiro da modernização
Para não ficar obsoleto, o Missouri recebeu na década de 1980 lançadores de mísseis Tomahawk. A atualização reforçou a tendência de que novos sistemas custam mais que as munições tradicionais, elevando a conta do contribuinte. O próprio Departamento de Defesa passou a avaliar que manter navios desse porte era insustentável quando comparado à eficiência de contratorpedeiros guiados por radar.
Como isso afeta o seu bolso? Embora navios-museu não gerem despesas bélicas, o histórico do Missouri ilustra por que aumentos no orçamento de defesa podem significar menos recursos para saúde ou educação. Para mais análises sobre o impacto de gastos públicos e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / US Navy