Mercado revê projeções e já calcula impacto nos empréstimos e na renda fixa
Banco Central – Em decisão unânime divulgada na última quarta-feira (29), o Copom voltou a reduzir a Selic em 0,25 ponto, fixando a taxa em 14,50% ao ano e reforçando a estratégia de “calibração” em meio à escalada dos riscos geopolíticos.
- Em resumo: juros mais baixos aliviam o custo do crédito, mas a incerteza externa pode frear cortes futuros.
Sinal amarelo: conflitos externos ditam o ritmo da política monetária
No comunicado, o colegiado alertou que a volatilidade nos preços de commodities e de ativos financeiros continua elevada, sobretudo após as tensões no Oriente Médio. Segundo dados compilados pela Reuters, a recente deterioração do cenário global levou outros emergentes a pausar afrouxamentos semelhantes.
“O ambiente externo permanece incerto (…), cenário que exige cautela por parte de países emergentes”, destacou o Copom.
Por que 14,50% ainda pesa no bolso, apesar do alívio
Mesmo com duas reduções consecutivas, a Selic segue acima do pico de 14,25% registrado em 2016. Isso significa que linhas de crédito como capital de giro e cheque especial continuam caras, enquanto aplicações de renda fixa pós-fixadas preservam rentabilidade real elevada. Historicamente, cada corte de 0,25 ponto demora de um a três meses para refletir integralmente nas taxas bancárias ao consumidor.
Como isso afeta o seu bolso? Se a expectativa de mercado – hoje em 52% para novo corte em junho – se confirmar, financiamentos podem ficar marginalmente mais baratos, mas a pressão inflacionária continuará no radar. Para acompanhar todos os desdobramentos sobre juros e economia, visite nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central