Investimento em infraestrutura tenta virar a página da “Rodovia da Morte”
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) — O órgão federal confirmou recentemente que o trecho Belo Horizonte–João Monlevade da BR-381, campeão em acidentes com caminhões, será duplicado dentro do novo contrato de concessão, estimado em bilhões de reais. A expectativa do mercado é de queda imediata no custo do frete e maior velocidade de escoamento da produção siderúrgica do Vale do Aço.
- Em resumo: cada minuto parado na serra encarece a tonelada de aço que sai de Minas e impacta diretamente o preço final ao consumidor.
Obras bilionárias prometem desafogar corredor do aço
O projeto inclui 110 km de pistas duplas, túneis e viadutos que devem suavizar curvas críticas e declives de até 9%. Segundo a própria ANTT, a modelagem prevê que a capacidade diária de tráfego suba 40% após a conclusão.
“Estatísticas da Polícia Rodoviária Federal mostram que o excesso de confiança nas descidas é o principal fator de colisões graves no local”, aponta o relatório da corporação.
Economia mineira sente no frete cada curva perigosa
Atualmente, transportadoras calculam um sobrecusto logístico de 7% somente para cobrir risco, seguro e tempo extra de viagem. Para efeito de comparação, o Índice de Frete da Confederação Nacional do Transporte indica que cada hora de atraso eleva em 1,3% o preço do quilômetro rodado em cargas pesadas.
Com a duplicação, analistas estimam que o prazo médio de entrega Belo Horizonte–Porto de Vitória caia de 13 para 9 horas, devolvendo competitividade às exportações mineiras em um momento de câmbio volátil e demanda internacional aquecida por minério e aço plano.
Como isso afeta o seu bolso? Menos custo logístico tende a aliviar a pressão sobre o preço de carros, eletrodomésticos e até material de construção que utilizam aço produzido no estado. Para acompanhar outras movimentações que mexem com seu poder de compra, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / ANTT