Cruzamento digital de dados dobra a atenção exigida do contribuinte
Receita Federal — Com a retirada definitiva da DIRF e a integração total dos bancos de dados, o Fisco passou a identificar inconsistências do Imposto de Renda 2026 em questão de minutos, elevando o risco de malha fina já a partir de 31/12/2025.
- Em resumo: omissão de rendimentos e erros em despesas médicas seguem liderando as retenções.
Por que o cerco ficou mais rígido
O algoritmo da Receita agora cruza informações de empresas, bancos e órgãos públicos em tempo real. Operações com criptoativos, ganhos na B3 e pensões alimentícias ganharam peso extra no filtro, segundo o Portal da Receita Federal.
“O termo ‘com pendências’ no e-CAC indica que a declaração foi retida para análise minuciosa. A retificação espontânea antes da intimação evita multa de 75% sobre o imposto devido.”
O que fazer para blindar sua declaração
Acesse o e-CAC com conta Gov.br e revise cada linha do modelo pré-preenchido. Se notar divergência, envie a declaração retificadora antes de qualquer notificação. Para quem declara investimentos em Bolsa, vale conferir DARFs pagos no ano-base; já os que operaram cripto devem guardar notas de corretoras estrangeiras.
Dados públicos mostram que, em 2025, mais de um milhão de contribuintes tiveram a restituição bloqueada por falhas simples — cenário que tende a se agravar com a entrega obrigatória de quem possuía patrimônio acima de R$ 800.000,00 em 31/12/2025.
Como isso afeta o seu bolso? Cada dia na malha fina atrasa a restituição corrigida pela Selic. Para aprofundar boas práticas de declarações e evitar multas, visite nossa editoria de Finanças Pessoais.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal