Governança de dados vira condição mínima para o ROI de projetos de IA
Falconi – Em declaração recente, o CEO Alexandre Ribas advertiu que a febre pela inteligência artificial avança mais rápido do que a capacidade das companhias de definir objetivos mensuráveis, expondo os balanços a investimentos sem retorno visível.
- Em resumo: gastar em IA sem plano pode transformar inovação em custo fixo não recuperável.
Pressão do hype e riscos imediatos ao fluxo de caixa
Empresas sentem-se compelidas a correr atrás de algoritmos depois de um 2023 em que a aplicação corporativa de IA cresceu 26%, segundo estimativa da Reuters. No entanto, sem um roteiro claro, o desembolso inicial tende a subir enquanto a geração de caixa patina.
“Existe um outro lado com potencial enorme, mas também com riscos. E as empresas ainda não sabem exatamente como fazer essa travessia”, enfatizou Ribas durante o podcast.
Dados como “saneamento básico” para inovação que gera caixa
Ribas compara a governança de dados à infraestrutura urbana: sem bases limpas, tentar construir modelos mais sofisticados equivale a erguer um arranha-céu sobre alicerces frágeis. A crítica ecoa números da IDC, que projeta US$ 301 bilhões em gastos globais com IA até 2026, mas alerta que até 40% desse montante pode não gerar valor caso as empresas ignorem processos de catalogação e qualidade de dados.
Como isso afeta o seu bolso? Se a companhia onde você investe ou trabalha erra no fundamento, o resultado pode aparecer em margens mais apertadas e dividendos menores. Para acompanhar outras análises de impacto econômico, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Falconi