Fundos e debêntures digitais entram em fase-teste de seis meses
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) – A entidade selecionou 20 propostas para um sandbox de tokenização que, nos próximos seis meses, avaliará como fundos de investimento e debêntures podem nascer ou migrar para a blockchain sem mexer no bolso real dos investidores – ao menos por enquanto.
- Em resumo: Itaú, Bradesco, Safra e outros gigantes vão simular emissões de ativos 100% digitais sob regras supervisionadas.
Grandes bancos e techs testam operações em blockchain
O grupo selecionado inclui Banco Santander, BTG Pactual, BNP Paribas, Caixa, B3, IBM, Ripple e Mercado Bitcoin, entre outros. As propostas se dividem em três linhas: integração de fundos com debêntures na mesma infraestrutura, emissão nativa de debêntures digitais e uso de smart contracts para automatizar a gestão de fundos.
“A fase de testes permitirá mapear gargalos operacionais e criar referências comuns para o desenvolvimento da tokenização no mercado de capitais”, afirma Eric Altafim, diretor da Anbima.
Por que o volume de tokens já ultrapassa R$ 10 bi no país
Em abril, o Brasil bateu a marca de R$ 10 bilhões em emissões tokenizadas, enquanto o mercado global somava US$ 30,1 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões). A transformação de ativos físicos em registros digitais reduz custos de custódia, encurta liquidações e amplia o acesso de investidores a produtos antes restritos a grandes instituições.
Como isso afeta o seu bolso? Se os testes avançarem para o mercado real, taxas de administração podem cair e a liquidez de debêntures ganhará novos patamares. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria de Investimentos.
Crédito da imagem: Divulgação / Anbima