Pressão sobre salário real contrasta com mínima histórica para o período
IBGE – A taxa de desemprego alcançou 6,1% no trimestre encerrado em março, menor patamar histórico para o período desde 2012, mas suficiente para adicionar 1,1 milhão de brasileiros à fila do emprego e esfriar a massa de renda circulando na economia.
- Em resumo: 6,6 milhões seguem sem trabalho, com alta de 19,6% frente ao último trimestre.
Rotação no mercado de trabalho aponta perda de fôlego
O recuo de 1,0 milhão de ocupados foi puxado por Comércio, Administração Pública e Serviços Domésticos, setores que juntos fecharam mais de 870 mil postos. Os dados completos da PNAD Contínua revelam ainda que a informalidade, embora menor que em 2025, continua elevada em 37,3% da força de trabalho.
“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que tipicamente sofrem ajuste sazonal, como o comércio pós-festas e contratos temporários em educação e saúde”, declarou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.
Salto da informalidade e política monetária: o que vem a seguir
Apesar do avanço anual de 1,5 milhão de vagas, o mercado dá sinais de acomodação: empregados sem carteira recuaram 2,1% e o trabalho formal cresceu apenas 1,3%. Para analistas, a combinação de inflação abaixo do teto da meta e cortes graduais na Selic abre espaço para recuperação do consumo no segundo semestre, mas o crédito ainda caro limita a velocidade da retomada.
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Crédito da imagem: Divulgação / IBGE