Migração silenciosa para CDB, LCI e LCA muda perfil do investidor
Anbima – O mais recente Raio X do Investidor Brasileiro mostrou que, em cinco anos, a fatia de poupadores que ainda dependem exclusivamente da caderneta caiu de 75% para 61%, enquanto o estoque de títulos privados emitidos por bancos quase tocou a marca de R$ 5 trilhões em 2025, remodelando onde e como o brasileiro conserva seu dinheiro.
- Em resumo: Renda fixa privada avança 17% em 12 meses e passa a concorrer diretamente com a tradicional Poupança.
Estoque bancário dispara e ultrapassa R$ 5 trilhões
Dados consolidados pelo Banco Central mostram que CDBs, LCIs, LCAs e LFs cresceram 17% em valor nominal em 2025, atingindo R$ 4,9 trilhões – patamar inédito e bem superior aos R$ 1,02 trilhão ainda retidos na caderneta. A tendência acompanha o ciclo de Selic elevada, que manteve os retornos desses papéis acima do rendimento regulado da Poupança. Segundo estimativas da Reuters, a taxa básica permaneceu acima de 10% ao ano durante boa parte do período, estimulando emissões.
“Entre 2021 e 2025, o uso de títulos privados saltou de 8% para 20% dos investidores”, aponta o relatório da Anbima em parceria com o Datafolha.
Por que a fuga da caderneta não atinge todos os bolsos
O levantamento evidencia que 18% da classe A/B já alocam recursos em CDB e afins, mas apenas 1% da população D/E fez o mesmo movimento. A diferença de renda (R$ 9.355 ante R$ 4.627) e o maior acesso a informação financeira explicam parte da disparidade. Além disso, muitos desses títulos carregam isenção de IR (caso de LCI e LCA) ou cobertura do FGC até R$ 250 mil, combinação que aumenta a atratividade sem elevar o risco percebido.
Como isso afeta o seu bolso? Manter recursos onde a taxa rende menos pode corroer poder de compra ao longo dos anos. Para entender outras alternativas seguras de renda fixa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central