Baixa renda sente o baque enquanto varejo cobra freio na publicidade
Confederação Nacional do Comércio (CNC) – em relatório divulgado recentemente, a entidade revela que o dinheiro que deveria pagar contas básicas está migrando para plataformas de apostas, esvaziando R$ 30 bilhões da economia real em 2026.
- Em resumo: gasto com bets cresceu 500% e empurrou mais 270 mil famílias para o superendividamento.
Efeito substituição expõe perigo das apostas virtuais
O fenômeno foi classificado pelo economista-chefe Fabio Bentes como “efeito substituição”, pois parte do orçamento doméstico destinado a luz, gás e alimentação está sendo redirecionada para os sites de apostas. O diagnóstico reforça dados de endividamento já monitorados pelo Banco Central.
“Homens com mais de 35 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, concentram o maior risco de inadimplência ligada às bets”, destaca o estudo do Observatório do Comércio da CNC.
Endividamento das famílias bate recorde histórico
Segundo a série estatística do Banco Central, a relação entre crédito e renda disponível das famílias superou 49% em 2025, maior nível da série desde 2005. Esse pano de fundo ajuda a explicar por que o salto de 500% nos gastos com apostas torna-se um gargalo macroeconômico: cada real que sai da conta de luz reduz o potencial de consumo do varejo e pressiona a inadimplência de serviços essenciais.
Como isso afeta o seu bolso? O avanço das bets acirra a disputa pelo seu salário antes mesmo do início do mês. Para entender outras forças que moldam a economia brasileira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CNC