Projeções do Itaú BBA apontam pressão de hidrologia e preços regionais
Itaú BBA – O banco de investimento estimou, em relatório recente, que Auren (AURE3) e Cemig (CMIG4) terão um dos piores desempenhos do setor elétrico no primeiro trimestre de 2026, pressionando a expectativa de dividendos e a atratividade das ações.
- Em resumo: Auren deve recuar 30,3% em EBITDA, enquanto Cemig tende a ver lucro líquido encolher 12,9% no período.
EBITDA em queda expõe fragilidade operacional
Segundo o BBA, a combinação de chuvas abaixo da média, menor geração hídrica e distorções de preços entre submercados reduz a eficiência das duas companhias. Relatório da Reuters sobre o mercado de energia reforça que o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) vem registrando volatilidade justamente nas regiões onde ambas atuam.
“Com base em nossas projeções, Auren e Cemig devem ter desempenho inferior ao grupo neste trimestre”, ressalta o banco.
Contexto setorial: quem ganha e quem perde com o cenário hídrico
A seca no Sudeste e a menor disponibilidade de vento no Nordeste já haviam sido sinalizadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Historicamente, cada ponto percentual de redução no fator de capacidade eólica corta até 1,5 ponto de margem nas geradoras expostas, segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse choque tende a favorecer transmissoras e players com contratos regulados, como Copel e Engie, citados pelo BBA entre os potenciais vencedores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Auren