Custos de petróleo e revisões de orçamento pressionam lucros
Santander projeta que, no primeiro trimestre de 2026, o aumento dos insumos atrelados ao petróleo começará a corroer as margens de boa parte das construtoras listadas na B3, sinalizando um cenário de ganhos irregulares para investidores e compradores de imóveis.
- Em resumo: Cury e Plano & Plano devem sentir maior compressão de margem, enquanto Direcional e MRV tendem a exibir relativa estabilidade.
Baixa renda segura receita, mas margem fica sob vigilância
No segmento popular, o banco acredita que Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3) entregarão um trimestre “ok” em volume de lançamentos e receita, ainda que a pressão de custos permaneça no radar. De acordo com levantamento da Valor Econômico, o cimento, item sensível ao preço do barril, já acumula alta de quase 5 % em 12 meses.
“O impacto do petróleo afeta principalmente itens derivados, como asfalto e plástico, elevando o custo por metro quadrado entregue”, observa o relatório do Santander.
Média e alta renda: apostas em Moura Dubeux e Cyrela
Entre os projetos de ticket mais elevado, o destaque positivo fica com Moura Dubeux (MDNE3), impulsionada por reconhecimento de taxas de terreno em três empreendimentos. Já Cyrela (CYRE3) deve sustentar crescimento de receita, mas com lucro 14 % menor que o consenso devido à maior despesa financeira.
Historicamente, ciclos de aperto de margem como o atual tendem a durar até dois trimestres, segundo dados compilados pela B3. A acomodação de preços de commodities e a possível continuidade do corte na Selic — caso se confirme nas próximas reuniões do Banco Central — podem aliviar parte da pressão sobre o setor no segundo semestre.
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Crédito da imagem: Divulgação / Santander