Nova ofensiva põe o streaming no centro da corrida bilionária do bem-estar
Spotify passou a oferecer mais de 1.400 aulas da Peloton Interactive dentro do plano Premium, movimentação que eleva o app de áudio ao disputado mercado fitness e fez as ações da fabricante de equipamentos saltarem 11% no pré-mercado de Nova York.
- Em resumo: parceria amplia a Peloton de 6 para 180 países e coloca 290 milhões de assinantes do Spotify na mira de novos serviços sem anúncios.
Ações respiram: Peloton ganha alcance global em um clique
O anúncio chega em momento sensível para a Peloton, cujos papéis acumulam perda superior a 90% desde o pico de 2021, segundo levantamento da Reuters. Com a vitrine internacional do Spotify, a companhia tenta virar a página após seguidas revisões de guidance e enxugamento de custos.
“Por quase duas décadas, o Spotify tem sido a trilha sonora dos treinos do mundo. Hoje, estamos expandindo o Spotify para se tornar um verdadeiro companheiro diário de bem-estar”, disse Roman Wasenmüller, vice-presidente global de podcasts.
Streaming diversifica receita e pressiona concorrência
A tacada no fitness soma-se aos podcasts, audiolivros e vídeos que já empurram o Spotify além da música. Desde fevereiro, a assinatura individual subiu para R$ 23,90 no Brasil (US$ 13 nos EUA), reforçando a busca por ARPU maior em meio ao dólar forte e à inflação global.
Segundo a Federação Brasileira de Academias (Academ), o país tem 9 milhões de matriculados em unidades físicas. A oferta de treinos on-demand abre espaço para capturar parte desse gasto — especialmente com modalidades populares como yoga, meditação e pilates, agora disponíveis em três idiomas dentro do app.
Como isso afeta o seu bolso? Se você já paga o Premium, não desembolsa nada extra para testar as aulas; para a Peloton, porém, cada novo usuário potencializa vendas posteriores de bikes e esteiras. Para mais análises sobre tecnologia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Spotify