Corrida antienvelhecimento vira negócio de alto risco financeiro
Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) – Mesmo sob alerta regulatório, clínicas americanas faturam alto oferecendo terapias extracorporais de sangue a clientes dispostos a pagar até US$ 8 mil por litro de plasma jovem, buscando benefícios de longevidade ainda não comprovados.
- Em resumo: o gasto individual com os três procedimentos disponíveis ultrapassa facilmente o preço médio de um plano anual de saúde nos EUA.
Modelo de negócios bilionário apoia-se no hype biohacker
Figuras influentes do movimento de biohacking vêm popularizando a plasmaférese, o EBOO e as transfusões de “sangue jovem”, aquecendo um mercado que, segundo estimativas privadas, já movimenta centenas de milhões de dólares. Em um comunicado citado pela Reuters, a própria FDA alertou que “não há benefício clínico comprovado” para pessoas saudáveis e que os riscos incluem falha renal, embolia e até morte.
“Os dados atuais não sustentam o uso dessas transfusões como tratamento antienvelhecimento”, reiterou a FDA em 2019.
Mercado de longevidade pode ultrapassar US$ 400 bi até 2030
O interesse crescente por terapias que prometem retardar o envelhecimento atrai capital de risco: projeções da Bloomberg Intelligence apontam que o segmento global de longevidade deve passar de US$ 400 bilhões até 2030. Essa expectativa mantém clínicas lotadas, apesar da inexistência de evidências em humanos e dos custos proibitivos para o consumidor médio.
Como isso afeta o seu bolso? O valor desembolsado em apenas um ciclo de plasmaférese poderia ser investido em aplicações de renda fixa que hoje pagam mais de 10% ao ano no Brasil, gerando retorno real em vez de resultados incertos. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Época Negócios