Surpresa na oferta dos EUA acende farol amarelo para preços globais
Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) – A mais recente leitura semanal indicou um tombo de 6,234 milhões de barris nos estoques de petróleo, bem acima da projeção de apenas 100 mil barris, surpreendendo traders e acionistas do setor.
- Em resumo: corte nos estoques de petróleo, gasolina e destilados foi até seis vezes maior que o esperado, reforçando cenário de oferta apertada.
Refinarias operam mais, mas não impedem enxugamento
A taxa de utilização das refinarias subiu para 89,6%, ligeiramente acima do consenso do mercado, conforme destacou a agência Reuters. Ainda assim, a combinação entre maior demanda interna e redução da produção diária em 328 mil barris esvaziou os tanques de combustível.
Na distribuição de Cushing, termômetro logístico do país, houve baixa adicional de 796 mil barris, deixando o inventário em 29,772 milhões de barris.
Por que o dado americano mexe com o bolso do brasileiro?
Quando o maior consumidor global mostra déficits consecutivos de estoque, o barril tipo Brent costuma reagir de forma rápida. Historicamente, cada retração de 5 milhões de barris nos EUA eleva o Brent em média 1% na semana seguinte, segundo série compilada pela Agência Internacional de Energia. Alta no Brent pressiona derivados importados e pode encarecer gasolina e diesel nas bombas brasileiras, afetando frete, alimentos e inflação.
Como isso afeta o seu bolso? Caso a tendência de queda persista, prepare-se para possíveis ajustes nos preços de combustível e repasses em cadeia. Para acompanhar outras análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
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