Escalada entre Israel e Hezbollah volta a assustar investidores globais
Ministério das Relações Exteriores confirmou, na noite de segunda-feira (27), a morte de uma mãe brasileira e do filho de 11 anos em Bint Jeil, sul do Líbano, após bombardeio das Forças de Defesa de Israel. O pai, de nacionalidade libanesa, também morreu, enquanto outro filho brasileiro permanece internado. O episódio aprofunda a desconfiança dos mercados sobre a estabilidade no Oriente Médio.
- Em resumo: tensão militar renova a pressão altista sobre petróleo e eleva o prêmio de risco em ativos emergentes.
Cessar-fogo quebrado eleva prêmio de risco e preço do barril
Desde o disparo que vitimou os brasileiros, operadores monitoram o noticiário em tempo real. Segundo levantamento da Reuters, contratos futuros de petróleo voltaram a subir na expectativa de que o conflito saia do controle e comprometa rotas de fornecimento no Golfo Pérsico.
“Trata-se de mais uma violação ao cessar-fogo que já custou dezenas de vidas civis”, registrou o comunicado oficial do Itamaraty, que também condenou ações do Hezbollah e as demolições realizadas por forças israelenses.
Por que o investidor deve se importar
Historicamente, cada nova ruptura entre Israel e grupos armados no Líbano adiciona prêmio geopolítico ao Brent. Nos últimos doze meses, choques semelhantes chegaram a empurrar o barril para além dos US$ 90, desencadeando revisões de inflação e de política monetária em várias economias.
Como isso afeta o seu bolso? Exposição a combustíveis, ativos ligados a commodities ou moedas de países importadores pode ficar mais volátil nos próximos dias. Para acompanhar análises atualizadas sobre economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS