Margem turbinada coloca siderúrgica no radar de curto prazo
Usiminas – A companhia divulgou nesta sexta-feira (24) um lucro líquido de R$ 896 milhões no 1T26, 166% acima do mesmo período de 2025, puxando as ações para R$ 7,57 (+4,99%) e reacendendo o debate sobre recuperação da margem do aço no Brasil.
- Em resumo: lucro avança três dígitos, mesmo com receita 14% menor, graças a câmbio favorável e corte de custos.
Rentabilidade histórica atrai fluxo para USIM5
O Ebitda ajustado chegou a R$ 653 milhões, alta de 56% trimestre a trimestre, ainda que 11% abaixo de 2025. Para analistas, o principal motor foi a divisão de Aço, cujo Ebitda de R$ 544 milhões superou em 43% as estimativas da XP, ajudado por preços mais altos e melhor mix de vendas. Dados compilados pela Reuters mostram que a cotação internacional do aço avançou cerca de 8% no mesmo intervalo, favorecendo exportadores brasileiros.
“A sustentação das margens dependerá da disciplina de custos e das medidas de defesa comercial que ganham força no 2º semestre”, aponta relatório da XP.
Por que o número importa para o mercado – e para você
Mesmo com a receita encolhendo para R$ 5,9 bilhões pela menor venda externa, o resultado financeiro impulsionado pelo dólar — que girou em torno de R$ 5,10 no trimestre — compensou o recuo operacional. Historicamente, quando a relação Ebitda/tonelada da Usiminas supera 10%, o papel tende a performar acima do Ibovespa em janelas de três meses, segundo série iniciada em 2019.
Como isso afeta o seu bolso? Se a empresa mantiver margens, fornecedores de autopeças e construtoras podem repassar custos, pressionando preços para o consumidor final. Para mais detalhes sobre o setor de economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Usiminas