Rotação milimétrica pode mexer com custos de obras e apólices
Universidade do País Basco (EHU/UPV) – O estudo divulgado em dezembro de 2025 confirmou que a Península Ibérica está girando no sentido horário, impulsionada pela Placa Africana. A mudança, imperceptível a olho nu, pode redesenhar preços de seguros, investimentos imobiliários e até emissões de dívida ligadas a infraestrutura na região.
- Em resumo: avanço de 4 a 6 mm/ano coloca Portugal e Espanha no radar das resseguradoras.
Deslocamento de 4-6 mm/ano pressiona mercado de seguros
As seguradoras europeias já calculam o custo de potenciais eventos extremos. Segundo levantamento da agência Reuters, sinistros climáticos e sísmicos elevaram as provisões técnicas do setor em 15 % no último ano.
O continente africano empurra a base da Europa a uma taxa de 4 a 6 milímetros por ano, gerando tensão concentrada na costa sul espanhola e no território marroquino.
Infraestrutura e imóveis precisam precificar o novo risco
Embora o Arco de Gibraltar amorteça parte da energia, o histórico terremoto de Lisboa (1755, magnitude estimada entre 8,5 e 9,0) lembra que eventos raros podem ser devastadores. Fundos de investimento em infraestrutura já adicionam prêmios de risco a projetos portuários e ferroviários no Mediterrâneo Ocidental, enquanto governos discutem títulos verdes com cláusulas de resiliência sísmica.
Como isso afeta o seu bolso? Moradores e empresas podem ver prêmios de seguro residencial e comercial subirem, além de acréscimos no custo de financiamentos para reformas estruturais. Para mais análises sobre economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Universidade do País Basco