Alta capacidade sobre rodas pressiona projetos de metrô nas capitais
Volvo Gran Artic 300 – o biarticulado de 30 m que circula em corredores BRT – ganhou holofotes recentemente por prometer a mesma vazão de um trem de superfície a uma fração do investimento exigido pelos túneis metroviários.
- Em resumo: cada ônibus leva 250 passageiros e, segundo dados de operação, corta em até 40% o custo por usuário em hora de pico.
Comparativo de custos: corredor BRT versus metrô
Estudos do setor de infraestrutura indicam que a implantação de um quilômetro de metrô pode passar de US$ 100 milhões, enquanto o corredor exclusivo para BRT raramente supera US$ 15 milhões, de acordo com levantamento da Reuters. Esse desnível de capex explica a pressa de prefeituras endividadas em avaliar o gigante rodoviário.
Transportar 250 passageiros em uma única composição aproxima o desempenho operacional deste ônibus ao rendimento dos sistemas ferroviários modernos.
Efeito no orçamento municipal e no bolso do contribuinte
Ao exigir menos obras civis profundas, o BRT acelera o cronograma e reduz a necessidade de financiamentos de longo prazo – geralmente indexados à Selic – aliviando a conta de juros que recai sobre cofres municipais. Em paralelo, tarifas podem ser mantidas em patamares mais baixos, pois o custo operacional por quilômetro do Gran Artic 300 tende a ser 20% inferior ao de frotas menores que precisariam de maior número de viagens para igualar a demanda.
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Crédito da imagem: Divulgação / Volvo