Margem some entre taxas escondidas, escala ineficiente e plataformas SaaS
ZionLab – Em análise divulgada recentemente, a consultoria identificou que o avanço das vendas online deixou de se traduzir em lucro para uma parcela crescente dos varejistas digitais, já que custos invisíveis migram parte da receita diretamente para fora do cash flow operacional.
- Em resumo: crescer em volume sem redesenhar a infraestrutura digital reduz a margem e pressiona o EBITDA.
Quando vender mais passa a valer menos
A combinação de concorrência intensa, inflação de mídia e taxas variadas faz com que cada nova venda produza retorno marginal menor. Segundo dados do IBGE, o e-commerce brasileiro já movimenta mais de R$ 185 bilhões ao ano, mas a captura de valor fica concentrada em poucos players capazes de escalar eficiência.
“Não é quanto a empresa vende, mas quanto ela retém.” – relatório da ZionLab.
Do SaaS à infraestrutura própria: o que muda no balanço
Plataformas SaaS aceleram o go-to-market, porém cobram porcentual sobre o faturamento, limitam personalizações avançadas e repassam custos técnicos às operações. Especialistas estimam que a tarifa média alcança de 2% a 3% do GMV, valor que poderia retornar ao resultado se a empresa operasse em estrutura proprietária baseada em código aberto.
Historicamente, companhias listadas que migraram para ambientes sob medida reportaram melhora de até 4 pontos percentuais na margem EBITDA em 12 meses, efeito atribuído à redução de taxas, ganho de conversão e menor dependência de mídia paga.
Como isso afeta o seu bolso? A pressão sobre o lucro pode frear reinvestimentos, encarecer produtos e até reduzir dividendos de varejistas negociados em Bolsa. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / ZionLab