Inflação prévia, reunião do Copom e balanço da Vale apertam o tempo dos investidores
IBGE – Na manhã desta terça-feira (28), a divulgação do IPCA-15 de abril promete redesenhar as apostas para a Selic em plena abertura da sessão que também marca o primeiro dia de reunião do Copom.
- Em resumo: prévia da inflação, Copom e pesquisa eleitoral definem o humor da B3.
Prévia da inflação dita ritmo da Selic e da Bolsa
Analistas esperam que a leitura do IPCA-15 confirme a pressão captada pelo índice oficial do IBGE nas últimas divulgações. Caso o núcleo volte a acelerar, o Comitê de Política Monetária terá dificuldade de sinalizar cortes de juros, mantendo a Selic em patamar elevado e exigindo agilidade das carteiras sensíveis ao custo do crédito.
O IPCA-15 é visto como “termômetro” antecipado da inflação e costuma balizar as expectativas para a decisão de juros do Copom, cujas reuniões ocorrem a cada 45 dias.
Agenda cheia amplia volatilidade nos ativos
Além da inflação, o cronograma oficial lista às 11h a arrecadação da Receita Federal, leilões de LFT e NTN-B pelo Tesouro e, após o fechamento, a prévia operacional da Vale (VALE3). Lá fora, o indicador de confiança do consumidor americano, divulgado pelo Conference Board, serve de termômetro para o dólar, que encerrou a véspera em R$ 4,98.
A última leitura do Focus já apontou IPCA de 4,86% para 2026 – acima do teto da meta – reforçando o debate sobre juro real. Historicamente, cada ponto percentual na Selic impacta diretamente o custo de capital das empresas listadas e, por consequência, o valor presente de suas ações.
Como isso afeta o seu bolso? Se a inflação surpreender para cima, o corte de juros pode ficar para depois, encarecendo financiamentos e pressionando o consumo. Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IBGE