Dólar abaixo de R$ 5 reforça corrida a papéis corporativos em moeda forte
Banco Central do Brasil – Com o câmbio no menor nível em dois anos, investidores locais têm uma brecha para dolarizar parte da carteira via bonds de Petrobras, Vale e outras gigantes, garantindo cupons de até 6,53% ao ano enquanto o real segue valorizado.
- Em resumo: aplicar de 5% a 10% da carteira em bonds brasileiros pode travar renda em dólar e blindar contra futuras oscilações cambiais.
Rendimentos em dólar de até 6,53% entram no radar
Nos balcões de corretoras globais, o bond da Petrobras com vencimento em 2044 oferece rentabilidade de 6,53% ao ano, com aplicação mínima de US$ 1.075. O título 2040 rende 6,37%. Já a Vale remunera 5,97% anuais no papel 2054. Até nomes do setor de saúde, como Rede D’Or, pagam 6,34%, superando com folga a média dos Treasuries, segundo levantamento da Reuters.
“Quem compra agora, com carrego de 6% a 6,5% ao ano, faz um ótimo negócio e ainda se protege de um possível repique do dólar”, destaca Bruno Shahini, especialista da Nomad.
Janela pode se fechar com volatilidade eleitoral e queda de spreads
Analistas lembram que os spreads – prêmio pago acima dos títulos do Tesouro americano – vêm encolhendo graças à forte demanda por papéis brasileiros. Quando as taxas recuam, o preço do bond sobe, gerando ganho de capital adicional ao cupom. Por isso, antecipar-se a um eventual aperto de mercado no segundo semestre, marcado por eleições e incertezas fiscais, pode ser decisivo.
Além disso, projeções de superciclo de commodities sinalizam fluxo de caixa robusto para exportadoras, o que tende a sustentar o risco de crédito desses emissores. Historicamente, períodos de dólar baixo foram seguidos por correções bruscas; em 2020, por exemplo, a cotação saltou a R$ 6,29 em poucos meses. A mediana do Focus ainda aponta US$ 5,25 para o fim do ano.
Como isso afeta o seu bolso? Travar juros em moeda forte hoje pode compensar futuras desvalorizações do real e diversificar a renda fixa local. Para mais informações sobre oportunidades em renda internacional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews