Entenda como transformar imposto devido em impacto social imediato
Receita Federal – Dados de declarações recentes revelam que apenas 2,55% do potencial de R$ 14,7 bilhões em doações via Imposto de Renda chega, de fato, aos fundos que protegem crianças, adolescentes e idosos, deixando quase R$ 15 bilhões sem uso social a cada ano.
- Em resumo: até 6% do imposto devido pode ser desviado legalmente para projetos sociais, sem custo extra para o contribuinte.
Por que R$ 14,3 bilhões continuam no limbo fiscal?
Mesmo com a possibilidade de destinar parte do tributo, a adesão segue tímida. Segundo levantamento da Receita Federal, 321 mil contribuintes usaram o mecanismo em 2024, número ínfimo perto dos 41 milhões de declarantes no país.
“A destinação do IR não representa um custo adicional para o contribuinte, mas sim uma escolha sobre o destino de parte do imposto devido, dentro de parâmetros já previstos pela legislação tributária”, explica Rodrigo Gaiardo, planejador financeiro CFP da Planejar.
Limites, prazos e a brecha dos 7% para quem planeja
Pelo calendário, pessoas físicas podem redirecionar até 6% do imposto ao longo do ano para cultura, esporte ou saúde. Esse teto sobe para 7% se incluídas iniciativas esportivas, mas despenca para 6% (3% + 3%) quando a escolha fica para o momento da declaração, restringindo-se aos Fundos da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa.
Historicamente, a maior parte dos contribuintes decide de última hora, o que reduz a faixa de aproveitamento. Planejar doações já no início do ano não só amplia o percentual permitido como ajuda projetos que dependem desse fluxo para manter atividades de acolhimento, educação e saúde.
Como isso afeta o seu bolso? O valor destinado diminui o imposto a pagar ou engorda a restituição, funcionando como “dinheiro carimbado” que sai do Estado e vai direto para causas sociais escolhidas por você. Para mais orientações sobre planejamento tributário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal