Menos assentos vendidos, margens maiores: o gourmet que sustenta a aviação de luxo
Air France, Emirates, Lufthansa, Singapore Airlines e SWISS – as líderes do tráfego premium vêm turbinando seus lucros ao transformar o serviço de bordo em vitrine de alta gastronomia, movimento que ganhou tração após a reabertura global de fronteiras.
- Em resumo: caviar ilimitado, champagnes de até R$ 5 mil e menus Michelin justificam bilhetes que ultrapassam R$ 60 mil por trecho.
Gastronomia de elite virou arma de rentabilidade
Num cenário em que a classe econômica aperta custos, as empresas concentram investimento na ponta de maior margem. Dados da Reuters sobre o boom de assentos premium mostram que, mesmo representando menos de 10% dos lugares, a primeira classe responde por até 30% da receita total em rotas intercontinentais.
Assentos La Première da Air France oferecem pratos de Anne-Sophie Pic, vinhos curados por Xavier Thuizat e porcelanas de Limoges, mantendo o “código clássico do fine dining”.
Bilhetes de R$ 60 mil e fidelização por experiências exclusivas
Emirates serve o Signature Caviar Experience com colheres de madrepérola e libera safras como Dom Pérignon 2013. Na Lufthansa Allegris, o champagne Miraval Fleur de Miraval é avaliado em cerca de R$ 5 mil, enquanto a SWISS oferece o caviar suíço N°102 Jeune by Oona, cujo quilo atinge R$ 22 mil.
Como isso afeta o seu bolso? A expansão das cabines premium pressiona tarifas em toda a aeronave e reduz opções de milhas promocionais. Para acompanhar os reflexos dessa tendência nos preços de passagens e programas de fidelidade, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Air France