Potência ampliada da SpaceX eleva disputa por contratos orbitais
SpaceX reuniu, pela primeira vez, o estágio superior Starship à base Super Heavy da versão V3 na Starbase, Texas, marcando um salto técnico que pode remodelar a economia global de lançamentos.
- Em resumo: capacidade salta de 35 t para mais de 100 t em órbita baixa, abrindo espaço para contratos mais rentáveis.
Três vezes mais carga, menores custos por quilo
A mudança estrutural traz motores Raptor V3 e 124 m de altura — 1,2 m acima da geração anterior —, o que, segundo analistas citados pela Reuters, pode reduzir drasticamente o preço médio por quilo lançado.
“Mover mais de 100 t por voo coloca a Starship na liderança absoluta do segmento orbital”, destacou Elon Musk ao comentar a montagem.
Contratos públicos e privados entram em novo patamar
A nave é peça-chave no programa Artemis, da NASA, que já destinou US$ 2,9 bilhões à SpaceX para o módulo lunar tripulado. Com a Flight 12 prevista ainda neste mês, potencial sucesso tende a intensificar a busca de satélites comerciais, constelações de internet e missões científicas pelo megafoguete.
Como isso afeta o seu bolso? Uma redução no custo de entrega orbital tende a baratear serviços de banda larga via satélite e ampliar a oferta de novas empresas listadas no setor aeroespacial. Para acompanhar outros movimentos de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / SpaceX