Alta recorde pressiona governo a rever imposto sobre remessas de até US$ 50
Receita Federal – Nos quatro primeiros meses de 2026, a cobrança de 20% sobre compras internacionais até US$ 50 rendeu R$ 1,78 bilhão aos cofres públicos, salto de 25% frente a igual período de 2025 e novo topo histórico.
- Em resumo: arrecadação sobe, mas o fim da “taxa das blusinhas” já está na mesa do Ministério da Fazenda.
Recorde fiscal em meio a impasse político
O desempenho reforça o caixa do governo em um momento de ajuste das contas públicas. De acordo com dados compilados pela Reuters, a tributação sobre remessas ajudou a fechar 2025 com R$ 5 bilhões extras em receitas.
“Está sendo discutido o fim da taxa das blusinhas. Não temos tabu sobre o tema, desde que os avanços do Programa Remessa Conforme sejam preservados”, declarou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Por que o consumidor sente no bolso
Antes de agosto de 2024, compras até US$ 50 feitas em varejistas aderentes ao Remessa Conforme eram isentas. A mudança igualou a carga aplicada a grandes importações, mas elevou em cerca de 30% o preço final de itens populares, segundo estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.
O cenário é paradoxal: enquanto dez estados também subiram o ICMS para 20%, parte da indústria nacional pressiona pela manutenção da alíquota alegando competição desigual. Já consumidores reclamam de “tributo seletivo”, lembrando que turistas em viagens internacionais continuam isentos dentro da cota de US$ 1.000, conforme regra da Receita Federal.
Como isso afeta o seu bolso? Se o imposto cair, produtos de baixo valor podem ficar até 20% mais baratos e reaquecer o e-commerce internacional. Para entender outros movimentos que mexem com o seu poder de compra, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal