Sem dados confiáveis, projetos de IA viram risco para o fluxo de caixa
Conselhos de Administração — O entusiasmo com a Inteligência Artificial atingiu o topo da hierarquia corporativa recentemente, mas especialistas alertam: sem uma fundação robusta de dados, cada “agente inteligente” pode se transformar em um centro de custo que corrói margens e posterga dividendo.
- Em resumo: agentes de IA sem base de dados estruturada queimam caixa e reduzem retorno sobre o capital.
Sem lastro de dados, ROI de agentes inteligentes despenca
Empresas globais já superaram a marca de US$ 200 bilhões em gastos anuais com IA, segundo levantamento da Bloomberg. Porém, consultorias de tecnologia mostram que até 70% desses pilotos não saem do papel ou entregam resultados pífios, justamente por ausência de governança de dados.
“A pergunta deixou de ser se vamos usar IA e passou a ser qual agente desenvolver agora”, destaca o relatório original, denunciando a pressa sem alicerce analítico.
Como preparar a base de dados e blindar o caixa
Para mitigar risco financeiro, a prática recomendada pelos grandes bancos inclui mapear fontes de dados internas, eliminar silos e adotar modelos de compliance inspirados na LGPD. Esse checklist reduz retrabalho e impede que o investimento em IA ultrapasse a barreira de 10% do orçamento de TI — patamar considerado saudável pelo Banco Central em estudos sobre inovação corporativa.
Além disso, um histórico recente mostra que companhias que estruturaram data lakes antes de escalar IA viram o lucro operacional crescer até 5 pontos percentuais, enquanto pares sem essa preparação reportaram estagnação. A diferença aparece rapidamente no preço da ação e na política de dividendos.
Como isso afeta o seu bolso? Investir (ou trabalhar) em empresas que façam a lição de casa em dados tende a preservar valor e evitar sustos no balanço. Para mais detalhes sobre estratégia corporativa e impactos no mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exame