Transparência nas estradas pode recalibrar o custo de dirigir no país
Câmara dos Deputados — A aprovação, em comissão, do projeto que bane radares escondidos promete revirar a fiscalização de trânsito e, por tabela, o caixa de prefeituras que dependem das multas para reforçar o orçamento.
- Em resumo: radares terão de ser sinalizados, o que pode derrubar autuações surpresa e reduzir receita de multas.
Radar visível: novas regras podem virar padrão nacional
Pelo texto, nenhum equipamento poderá ficar camuflado e a placa de aviso deverá anteceder o ponto de fiscalização. O projeto ainda precisa passar por plenário, Senado e sanção presidencial, mas já acendeu o alerta entre gestores municipais. De acordo com dados da Reuters, em 2023 as multas de trânsito geraram mais de R$ 11 bilhões em arrecadação no país.
“Na prática, as regras atuais continuam valendo por enquanto, mas o motorista deverá ser avisado previamente sobre a presença de radares caso a proposta vire lei.”
Arrecadação em jogo e o reflexo no caixa das prefeituras
Boa parte dos municípios destina até 60% dos valores obtidos com multas para custear sinalização e educação no trânsito. Com a possível queda nas autuações, o poder público terá de buscar alternativas de receita ou rever gastos. Especialistas veem chance de reequilíbrio: menos multas podem significar mais confiança do condutor e maior adesão a programas educativos, diluindo custos de acidentes — que, segundo o Ministério da Fazenda, somam R$ 20 bilhões anuais em perdas produtivas e hospitalares.
Como isso afeta o seu bolso? Um cenário com fiscalização mais transparente reduz o risco de desembolsar valores inesperados e pode aliviar prêmios de seguros que usam o histórico de infrações como parâmetro. Para acompanhar todos os desdobramentos sobre arrecadação e impacto no trânsito, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Câmara dos Deputados