Bloqueio ameaça fornecedores dos EUA e pressiona ações globais
Departamento de Comércio dos Estados Unidos – Em 28 de abril, a pasta determinou que fabricantes norte-americanas parem de enviar equipamentos de litografia e inspeção para a chinesa Hua Hong, segunda maior produtora de chips do país asiático, movimento que derrubou ações do setor e ampliou a tensão geopolítica no mercado de semicondutores.
- Em resumo: Bloqueio tirou até 6% do valor de mercado de Lam Research, Applied Materials e KLA.
Empresas perdem até 6% após cartas confidenciais
Segundo apuração da Reuters, cartas enviadas na semana passada listam ferramentas e materiais agora vetados às plantas da Hua Hong em Xangai, onde a subsidiária Huali planejava iniciar produção em 7 nm.
“As cartas do Departamento de Comércio também visam impedir envios à Huali”, informaram fontes ligadas à decisão.
O que muda para a corrida dos semicondutores?
Com a restrição, fornecedores norte-americanos arriscam perder contratos bilionários em fábricas em expansão na China. Para Pequim, a lacuna pode atrasar a escalada rumo a chips de inteligência artificial, embora alternativas europeias e locais ganhem força desde as sanções de 2022.
Números da Bloomberg mostram que a China importou US$ 440 bilhões em semicondutores em 2025, volume que pode cair caso o país acelere substitutos domésticos — mas, no curto prazo, a escalada dos custos de capital deve pressionar preços de eletrônicos no varejo global.
Como isso afeta o seu bolso? A cadeia de suprimento mais cara pode chegar ao consumidor final em forma de notebooks, smartphones e carros elétricos mais salgados. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Reprodução / TV Globo