Pó de rocha vira ativo financeiro e coloca agronegócio no radar global de carbono
InPlanet – A climatech que opera o maior programa de intemperismo acelerado de rochas do país acaba de fechar contrato para entregar 28.500 t de remoções de CO₂ à Microsoft entre 2026 e 2028, reforçando a corrida por créditos de qualidade no mercado voluntário.
- Em resumo: Venda em dólar dos créditos cria nova linha de receita para produtores que aplicam até 20 t/ha de pó de basalto no solo.
Créditos de carbono viram “segunda safra” do campo
Com o acordo, cada hectare tratado gera um ativo comercializável que segue a cotação internacional do mercado voluntário de carbono. De acordo com dados da BloombergNEF, esse mercado pode superar US$ 50 bilhões anuais até 2030, o que explica o apetite de big techs por contratos de longo prazo.
“O intemperismo acelerado remove CO₂ por séculos e devolve minerais que rejuvenescem solos tropicais”, destaca Niklas Kluger, COO da InPlanet.
Basalto nacional reduz custos e fortalece balança comercial
Além da receita extra, a aplicação do pó diminui a dependência de fertilizantes importados – responsáveis por até 85 % do custo nutricional de algumas lavouras. Ao usar uma rocha abundante no Brasil, o produtor corta frete, baixa emissões e ainda recebe relatórios agronômicos completos sem custo pelo insumo.
Como isso afeta o seu bolso? Se o preço do crédito avançar conforme projetado, cada tonelada de CO₂ removida pode render de US$ 20 a US$ 40 diretamente ao campo. Para mais análises sobre oportunidades no agronegócio de baixo carbono, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InPlanet