Escalada de licenças acende luz vermelha para caixa das empresas e do INSS
Ministério da Previdência Social – Dados oficiais mostram que os benefícios por incapacidade temporária ligados ao burnout saltaram de 823, em 2021, para 7.595 em 2025, avanço de 823% que pressiona o custo trabalhista e o orçamento previdenciário.
- Em resumo: cada afastamento gera até 12 meses de estabilidade e FGTS extra, ampliando o passivo das companhias.
Licenças recordes viram passivo trabalhista e risco de caixa
Além do salário durante o afastamento, empresas arcam com recolhimentos extras e possíveis indenizações por dano moral. A Organização Internacional do Trabalho estima perdas anuais de produtividade superiores a US$ 1 trilhão com transtornos mentais, segundo levantamento da Reuters.
“O trabalho ficou mais acelerado, mais conectado, mais monitorado e mais competitivo”, alerta o psiquiatra Arthur Danila, do Hospital das Clínicas da USP.
Nova NR-1 pode multiplicar multas por risco psicossocial
A partir de 26 de maio de 2026, auditores fiscais poderão multar companhias que adotem metas abusivas, jornadas extensas ou assédio sistemático. Penalidades variam conforme porte e reincidência, podendo superar R$ 294 mil por infração.
O texto ainda iguala o peso de fatores psicossociais a acidentes típicos, obrigando gestores a registrar, monitorar e mitigar estressores organizacionais. Caso contrário, o nexo entre esgotamento e trabalho facilitará o enquadramento do benefício B91, que garante FGTS durante o afastamento e estabilidade de um ano na volta.
Como isso afeta o seu bolso? mais licenças significam prêmios de seguro maiores, aumento da carga de tributos sobre a folha e menor distribuição de lucros. Para aprofundar o tema e acompanhar outras mudanças regulatórias, acesse nossa editoria de Economia & Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Previdência Social