Sinal verde de Bratislava pode liberar novos recursos para Kiev e afetar investidores
Governo da Eslováquia — Na última sábado (2), o primeiro-ministro Robert Fico garantiu a Volodymyr Zelensky que apoiará formalmente a adesão da Ucrânia à União Europeia, movimento que destrava potenciais pacotes de pré-acessão e reforça a perspectiva de reconstrução pós-guerra.
- Em resumo: Alinhamento eslovaco amplia probabilidade de a Ucrânia acessar fundos europeus antes mesmo da filiação plena.
Rota de recursos europeus e contratos de reconstrução
A promessa de apoio abre caminho para que Kiev dispute verbas do Instrumento de Assistência de Pré-Acessão (IPA), estimadas em €14,2 bilhões no ciclo 2021-2027, segundo dados compilados pela Reuters. Empresas de infraestrutura e fornecedores de energia já projetam licitações bilionárias, caso a candidatura avance.
“Foi importante ouvir que a Eslováquia apoia a adesão da Ucrânia à União Europeia e está pronta para compartilhar sua experiência de adesão”, escreveu Zelensky em rede social.
Escalada militar pressiona por ajuda financeira adicional
No mesmo dia da conversa, um ataque russo de drones atingiu um ônibus em Kherson, deixando dois civis mortos e sete feridos. De acordo com Zelensky, só na última semana foram 1,6 mil drones, quase 1,1 mil bombas aéreas guiadas e três mísseis disparados contra cidades ucranianas. A escalada mantém a Ucrânia dependente de interceptadores, sanções mais duras a Moscou e, agora, do aval político necessário para captar capital subsidiado no bloco.
Historicamente, candidatos ao bloco registram salto médio de 15% no comércio bilateral com a UE já nos primeiros dois anos de status oficial, segundo levantamento da Comissão Europeia. Para o investidor brasileiro, a abertura de novos contratos de reconstrução — especialmente em energia e transporte — pode criar oportunidades indiretas via multinacionais listadas na B3 que atuam na região.
Como isso afeta o seu bolso? Um sinal verde definitivo pode acelerar aportes externos na Ucrânia e redirecionar capitais dentro da Europa, alterando câmbio, preços de commodities e risco-país na região. Para acompanhar os próximos desdobramentos, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: REUTERS / Valentyn Ogirenko