Corrida por lítio e cobre pode encarecer eletrônicos e carros elétricos
Instituto da Universidade das Nações Unidas para Água, Meio Ambiente e Saúde (UNU-INWEH) — Em relatório divulgado recentemente, o órgão alerta que a pressão pela extração de minerais críticos ameaça criar uma conta ambiental e sanitária que, mais cedo ou mais tarde, chega ao consumidor via preços mais altos e riscos de oferta.
- Em resumo: Falta de monitoramento sobre minas de lítio, níquel e cobre pode elevar custos de produção e pressionar a inflação global.
Demanda global explode e gargalos já aparecem na cadeia
Segundo projeções citadas pelo estudo, o consumo de lítio deve ser quatro vezes maior até 2030, impulsionado por baterias de veículos elétricos. Dados da Reuters apontam que o preço do metal avançou quase 400% entre 2020 e 2022, sinalizando desequilíbrio entre oferta sustentável e procura acelerada.
“O mundo precisa de energia limpa, mas não pode trocar uma crise climática por um colapso ambiental localizado”, resume o relatório do UNU-INWEH.
Impacto econômico pode chegar ao seu orçamento
Historicamente, choques de oferta em commodities metálicas se traduzem em repasses para a indústria e, depois, para o consumidor final. Se o custo de uma bateria sobe, montadoras tendem a encarecer o preço do carro elétrico; o mesmo ocorre com smartphones e painéis solares. Para países emergentes, onde a renda disponível é menor, qualquer alta adicional pressiona o poder de compra e dificulta a adoção de tecnologia limpa.
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Crédito da imagem: Divulgação / UNU-INWEH