Estudo expõe vulnerabilidade de quem migra da poupança para ativos digitais
Anbima — Divulgado recentemente, o Raio X do Investidor Brasileiro 2025 mostra que a geração Z diversifica mais a carteira, mas ainda não consegue sustentar uma reserva de emergência por além de meio ano, o que acende alerta no mercado.
- Em resumo: 57% dos jovens de 16 a 29 anos só teriam caixa para seis meses de despesas.
Criptos, fundos e apps: a nova cara da carteira jovem
Somente 13% desse público mantém dinheiro na poupança, enquanto criptomoedas, títulos privados e fundos já somam 26% das escolhas. A guinada coincide com o consumo massivo de conteúdo financeiro no YouTube e Instagram — 49% buscam informação na plataforma de vídeo, tendência corroborada por dados da Reuters que apontam avanço global dos criptoativos entre investidores iniciantes.
“Quase metade da geração Z aprende sobre investimentos no YouTube, e 84% opera diretamente pelo app do banco ou corretora”, destaca o relatório Anbima/Datafolha.
Por que a reserva continua frágil?
Mesmo com maior repertório de produtos, a liquidez de curto prazo segue limitada. Cripto e fundos de ações sofrem forte volatilidade; já a poupança, embora renda menos que o CDI, garante resgate imediato e proteção do FGC. Para efeito de comparação, a caderneta pagou 8,34% em 2023, contra inflação de 4,62% medida pelo IBGE.
Outro ponto de pressão é a segurança digital: 38% dos jovens relataram algum golpe financeiro em 2025, número bem acima dos boomers (24%). O estudo também indica que 27% dessa faixa etária apostou em sites de bets, ampliando o risco de perda instantânea de capital.
Como isso afeta o seu bolso? Sem colchão de seis meses, qualquer imprevisto pode forçar a venda de ativos em baixa ou a tomada de crédito caro. Para estratégias práticas de proteção, visite nossa editoria de Investimentos.
Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash