Receita turística cresce, mas conservação da pirâmide exige alerta
Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) — responsável pela gestão de Chichén Itzá — informou que o sítio arqueológico segue recebendo cerca de 2 milhões de pessoas por ano, gerando fluxo econômico vital para a região de Yucatán.
- Em resumo: o famoso “canto do quetzal” impulsiona o turismo, mas a alta visitação acelera a erosão dos degraus de calcário.
Fenômeno sonoro vira motor de receitas para a região
O eco que transforma palmas no chilrear do quetzal tornou-se um ativo cultural de alto valor: segundo dados oficiais citados pela Reuters, o turismo arqueológico no México é um dos segmentos que mais cresce na última década.
“As escadarias da Pirâmide de Kukulcán funcionam como um filtro natural, reproduzindo frequências entre 500 Hz e 1.500 Hz, muito próximas ao canto da ave sagrada”, detalhou o engenheiro acústico David Lubman em estudo de 1998.
Pressão turística eleva custos de preservação
Com mais visitantes, o INAH intensificou barreiras de contenção e monitoramento a laser para manter a integridade acústica da estrutura. De acordo com o Banco do México, o turismo responde por cerca de 8% do PIB nacional, reforçando a importância de equilibrar acesso público e conservação.
Como isso afeta o seu bolso? Caso o patrimônio sofra danos irreversíveis, a queda no fluxo de viajantes pode reduzir empregos e receitas ligadas ao setor. Para mais detalhes sobre temas de economia e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Instituto Nacional de Antropologia e História