De olho no mercado livre, grupo Batista avança mais uma casa estratégica
Âmbar Energia – braço de infraestrutura dos irmãos Batista – confirmou recentemente a aquisição de cinco usinas termelétricas da Bolognesi Energia, movimento que expande sua potência instalada e consolida presença em regiões-chave do país.
- Em resumo: 766 MW adicionais já contratados até 2044 reforçam o caixa previsível da companhia.
Contratos longos blindam fluxo de caixa até a próxima década
As unidades ficam no Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Goiás. Quatro operam a óleo combustível; a quinta, a biomassa. Todas permanecem vinculadas a contratos de fornecimento que vencem entre 2042 e 2044, garantia de receita fixa mesmo em meio à volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência do mercado livre, segundo dados da Reuters.
“A compra envolve quatro unidades a óleo combustível e uma a biomassa, totalizando 766 MW em capacidade contratada”, informou a Bolognesi, ressaltando que a operação depende de aval regulatório da Aneel e do Cade.
Impacto no setor e histórico de aquisições aceleradas
Fundada em 2015, a Âmbar já havia incorporado a UTE Norte Fluminense (827 MW) em 2026 e assumido fatia da Eletronuclear em 2025. Com o novo pacote de ativos, sua potência total se aproxima de players como Auren Energia, que possui 8,8 GW em fontes diversificadas. Embora ainda distante dos gigantes hídricos, o ritmo de compras coloca o grupo entre os principais consolidados da geração térmica nacional.
Como isso afeta o seu bolso? Mais potência garantida em contratos tende a segurar picos tarifários no mercado cativo e pode aumentar a liquidez para migração de grandes consumidores ao mercado livre. Para entender outros movimentos que moldam preços de energia e macroeconomia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InvestNews