Pressão por transparência coloca saúde financeira do cliente no centro do jogo bancário
Banco Central do Brasil – Um movimento crescente para atrelar o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (ISFB) ao banco onde o correntista mais opera pode virar a régua de avaliação do setor, deslocando o foco de lucro para bem-estar econômico do cliente.
- Em resumo: 48,4% dos brasileiros relatam “aperto financeiro”; proposta quer tornar esse indicador parte do ranking bancário.
Lucro x Qualidade de Vida: equilíbrio que o mercado já não pode ignorar
Hoje, a performance das instituições é descrita por métricas de rentabilidade como ROE, churn e NPS. No entanto, o próprio Banco Central divulga o ISFB, indicador que mostra que 67,6% dos entrevistados não suportariam uma despesa inesperada. Se a nova pergunta “qual é seu banco principal?” entrar no questionário, cada instituição passará a ter um termômetro público de quanto de fato melhora (ou piora) o dia a dia financeiro de seu público.
“O setor financeiro tornou-se sofisticado em medir o valor do cliente para o banco, mas ainda é primitivo em medir o valor do banco para o cliente.”
Por que isso importa para seu bolso – e para as ações dos bancos
Em mercados desenvolvidos, relatórios ESG já incluem a capacidade de ampliar a educação financeira da base de clientes. Analistas de grandes casas como a Bloomberg acompanham o tema porque bancos com correntistas menos endividados tendem a registrar menor inadimplência, o que preserva margem e reduz necessidade de provisão de perda.
Se a metodologia proposta for adotada, bancos que elevarem a pontuação média de seus usuários podem ganhar vantagem competitiva parecida com a que o PIX deu aos líderes de inovação: custo mais baixo de captação, fidelização e, em última instância, prêmio de valuation.
Como isso afeta o seu bolso? Instituições com nota alta no futuro ranking tendem a oferecer linhas de crédito mais baratas e orientação financeira proativa. Para acompanhar outras mudanças que influenciam seu poder de compra, acesse nossa editoria de Economia e Mercado.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil