Escalada dos custos ameaça margens da próxima safra
Cogo Inteligência em Agronegócios — relatório divulgado recentemente aponta que, em 2025, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de adubos, dos quais 45% vieram de nações sob tensão geopolítica, aumentando o risco de preços mais altos para produtores e, em cadeia, para o consumidor final.
- Em resumo: quase metade do adubo usado no campo brasileiro depende de fornecedores impactados por sanções ou conflitos.
Importação recorde eleva exposição cambial e geopolítica
Com 88% da sua demanda suprida pelo exterior, o país é hoje o maior comprador global do insumo. Dados da consultoria mostram que Rússia, Bielorrússia e Irã concentram a oferta de potássio e ureia, itens cujo valor saltou 67% após a escalada no Oriente Médio, de acordo com levantamento da Reuters.
“O conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, foi o teste mais severo da vulnerabilidade do agronegócio brasileiro até então”, ressalta o relatório.
Potássio, nitrogênio e fósforo: gargalos que encarecem a comida
No potássio, a dependência externa chega a 96%; no nitrogênio, 95%. Já o fósforo, embora conte com jazidas internas, ainda precisa importar 72% do consumo. A mina de Autazes (AM) poderia suprir um quinto da demanda nacional, mas esbarra em licenciamento ambiental. Em paralelo, a Petrobras anunciou a reativação de antigas FAFENs para reduzir o déficit de ureia, mas o impacto só deve aparecer nos próximos ciclos de plantio.
Como isso afeta o seu bolso? Custos mais altos no campo tendem a ser repassados para as gôndolas durante 2026, pressionando inflação de alimentos. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Kashif Shah