Ingresso reajustado e fluxo recorde reforçam caixa do sítio arqueológico
Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) – O órgão mexicano elevou recentemente o valor do tíquete para visitar a zona de Uxmal, onde a Pirâmide do Adivinho, de 35 metros e base ovalada, desponta como principal chamariz. A decisão mira captar recursos extras para manutenção e ampliar a verba destinada à conservação de sítios pré-colombianos.
- Em resumo: reajuste de ingresso e limitação de visitação devem injetar mais receita no curto prazo e proteger o patrimônio.
Reajuste impulsiona receita e atrai novos investimentos
O ingresso passou de 494 para 566 pesos mexicanos, salto de 14,5 %. Segundo projeções do INAH, a arrecadação anual pode superar 400 milhões de pesos se o fluxo continuar crescendo acima de 10 % ao ano, acompanhando a retomada do turismo pós-pandemia. Dados da Reuters sobre o setor mexicano apontam que as divisas turísticas já representam 8,4 % do PIB nacional.
A estrutura não foi erguida de uma só vez; ela é o resultado de cinco fases de construção sobrepostas ao longo de quase quatro séculos.
Conservação limita acesso, mas valoriza a experiência
Para frear o desgaste do calcário milenar, escalar a pirâmide foi proibido. A capacidade diária caiu de 4 500 para 3 000 visitantes, medida alinhada às práticas da Unesco para sítios de alto valor histórico. Embora restritiva, a nova regra cria um efeito de escassez que pressiona o preço do ingresso para cima e movimenta pacotes premium de agências especializadas.
Como isso afeta o seu bolso? O tíquete mais caro pode encarecer roteiros ao México, mas abre espaço para operadoras brasileiras oferecerem combos diferenciados e margens maiores. Para mais detalhes sobre tendências de turismo e economia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / INAH