Preço de carro zero por um atendente robótico: oportunidade ou risco?
Chery/Aimoga Robotics — A fabricante chinesa apresentou no Salão de Pequim o Mornine M1, robô humanoide de R$ 210 mil já disponível para concessionárias e redes de varejo, sinalizando uma nova corrida pelo atendimento automatizado.
- Em resumo: cada unidade de 70 kg promete substituir tarefas humanas por até duas horas seguidas antes de recarga.
Robôs entram na planilha de custos corporativos
A Chery posiciona o M1 como solução de front office: o humanoide dança, fala mandarim e inglês e pode ser operado à distância por app Android. O movimento acompanha a expansão global da automação de serviços, que deve crescer 25% ao ano até 2030, segundo projeção da Bloomberg Intelligence, pressionando margens e estratégias de mão de obra.
São 40 articulações, velocidade de até 1 m/s e capacidade de levantar 1,5 kg, informa a fabricante.
Do showroom à conta de energia: vale o investimento?
Com duas horas de autonomia e igual tempo para recarga, o M1 custa o equivalente a um SUV de entrada no Brasil. Na prática, a adoção depende do cálculo de payback: empresas que gastam R$ 10 mil mensais por atendente poderiam recuperar o valor em cerca de dois anos, sem considerar manutenção e upgrades de software.
Como isso afeta o seu bolso? Robôs mais baratos podem baratear produtos, mas também pressionar empregos tradicionais. Para mais detalhes sobre inovação e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Aimoga Robotics